A quarta-feira teria que amanhecer assim mesmo: cinzenta, fria e chuvosa. Afinal, era seguida de dias de uma folia vazia, sorrisos finitos, loucuras inconsequentes, pulos suicidas, gritos desesperadores. Tal dia fora nomeado para uma certa e inexplicável deprê e uma chata ressaca...
Não obstante, já havia preferido por viver tais dias festivos com um propósito mais relevante e sustentável para a vida. Passei em um lugar nem tão distante daqui, tiraram-me uma venda que nem sabia que atrapalhara minha visão em todo esse tempo.
Deixei-me embriagar não dessas bebidas populares, mas enchi meu copo com uma água viva que me fez transbordar de uma alegria jamais sentida. E o efeito não acabou em simples horas... muito menos em um, dois, três dias... Ah, mas até agora ainda sinto imenso contentamento! Ouvi dizer que tal efeito é eterno...
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O ano passou. E estamos perto de completar um ano daquela data que voltei a enxergar. Hoje é quarta também. Nem tão chuvousa, nem fria. O sol voltou a brilhar. A queimar. Tudo parece tão difícil de romper, de acontecer. É como se eu estivesse sendo provada pelo fogo. Tudo cooperando para que eu desista. Essa luta não está nada fácil... E quem disse que seria, né?! Faz parte da caminhada...
Prossigo correndo rumo ao alvo. Às vezes me falta um pouco de fôlego. Falta treinar mais, sabe... É isso... Abrir mão do conforto, suportar a dor. Talvez eu não chegue primeiro, mas o importante é chegar.
Olho pro lado e sou contagiada por tantos outros que também prosseguem mesmo em meio a tantas e maiores dificuldades.
Olho pra trás (rápido! para não perder o ritmo!) e me lembro daquela quarta cinzenta. Me sinto mais forte por lembrar de tudo que vi e vivenciei naquele dia.
Olho pra cima e sorrio cheia daquela alegria imensurável!
Olho pra baixo: meus pés firmes no chão. Não vou cair.
Olho pra frente, respiro fundo. Decidida.
Não dá pra parar. Não dá para desistir. Tenho uma visão. Tenho uma missão. E um destino. Um destino decidido.
Prossigo!
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Nota da autora
Quarta cinzenta foi escrita na quarta-feira de cinzas do Carnaval de 2012. Deixei de rascunho e decidi fazer uma segunda parte em uma quarta-feira de janeiro de 2013 para falar um pouco da vida não apenas em seus dias de festas e transformação, mas também de seus dias de luta e desafios e para sempre lembrar de meu destino de vitória, felicidade e liberdade.
Não obstante, já havia preferido por viver tais dias festivos com um propósito mais relevante e sustentável para a vida. Passei em um lugar nem tão distante daqui, tiraram-me uma venda que nem sabia que atrapalhara minha visão em todo esse tempo.
Deixei-me embriagar não dessas bebidas populares, mas enchi meu copo com uma água viva que me fez transbordar de uma alegria jamais sentida. E o efeito não acabou em simples horas... muito menos em um, dois, três dias... Ah, mas até agora ainda sinto imenso contentamento! Ouvi dizer que tal efeito é eterno...
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O ano passou. E estamos perto de completar um ano daquela data que voltei a enxergar. Hoje é quarta também. Nem tão chuvousa, nem fria. O sol voltou a brilhar. A queimar. Tudo parece tão difícil de romper, de acontecer. É como se eu estivesse sendo provada pelo fogo. Tudo cooperando para que eu desista. Essa luta não está nada fácil... E quem disse que seria, né?! Faz parte da caminhada...
Prossigo correndo rumo ao alvo. Às vezes me falta um pouco de fôlego. Falta treinar mais, sabe... É isso... Abrir mão do conforto, suportar a dor. Talvez eu não chegue primeiro, mas o importante é chegar.
Olho pro lado e sou contagiada por tantos outros que também prosseguem mesmo em meio a tantas e maiores dificuldades.
Olho pra trás (rápido! para não perder o ritmo!) e me lembro daquela quarta cinzenta. Me sinto mais forte por lembrar de tudo que vi e vivenciei naquele dia.
Olho pra cima e sorrio cheia daquela alegria imensurável!
Olho pra baixo: meus pés firmes no chão. Não vou cair.
Olho pra frente, respiro fundo. Decidida.
Não dá pra parar. Não dá para desistir. Tenho uma visão. Tenho uma missão. E um destino. Um destino decidido.
Prossigo!
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Nota da autora
Quarta cinzenta foi escrita na quarta-feira de cinzas do Carnaval de 2012. Deixei de rascunho e decidi fazer uma segunda parte em uma quarta-feira de janeiro de 2013 para falar um pouco da vida não apenas em seus dias de festas e transformação, mas também de seus dias de luta e desafios e para sempre lembrar de meu destino de vitória, felicidade e liberdade.
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